Peru 2004
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HISTÓRIA

O Peru é um dos grandes centros de origem das antigas culturas, como México, Mesopotâmia, Índia e China. O homem do período paleolítico deixou seus primeiros vestígios aqui e começou a desenvolver aldeias de caçadores-ermitãos, aproximadamente a partir do ano 9.500 a.c. (como fica evidente em Lauricocha, Huánuco). A partir do ano 2.500 a.c., formaram-se assentamentos agrícolas, onde começou o cultivo da mandioca, pallar, quinua, (tipos de grãos), algodão e milho. Até a chegada dos conquistadores europeus, a história peruana divide-se em cinco horizontes e intermédios.

-Horizonte Inicial ( 1.200 a.c. – 200 a.c. ): Formaram-se pequenos estados, onde as elites mantinham o poder, tanto econômico como religioso. Pertence a esta etapa, Chavín de Huántar (Ancash), templo com passagens subterrâneas, que inclui cerâmica monocromática e arte megalítica. Também são notáveis os restos de Caral (Lima) e Sechín (Ancash).

-Intermédio Inicial (200 a.c. – 600 d.c.): É a época dos grandes centros de desenvolvimento regional. Destacam-se as culturas: Tiahuanaco (Puno); Mochica e Lambayeque (La Libertad e Lambayeque); Nasca e Paracas (Ica). De Tiahuanaco, temos Las Chullpas de Sillustani (Puno); dos mochicas, as Tumbas Reais do Senhor de Sipán (Lambayeque); dos lambayeques, o vale das pirâmides de Túcume (Lambayeque); dos nascas, as misteriosas Linhas de Nasca e sua admirável olaria.; e dos paraquenses, seus prodigiosos mantos.

-Horizonte Médio ( 600 a.c. – 900 d.c.): Caracteriza-se pela propagação na região andina da cultura Wari. Seus principais testemunhos são as cidades de Wari (Ayacucho), Pikillacta (Cusco) e Marca Huamachuco ( La Libertad).

-Intermédio Final ( 900 dc – 1.400 d.c.): É caracterizado por um conjunto de estados regionais, com traços culturais bem definidos. Destacam-se as culturas Chimú e Chincha, na costa; Cajamarca e Huanca, na serra; e Chachapoyas, na selva do norte. São monumentos representativos: a cidadela chimú de Chan Chán (La Libertad), o cemitério principal cajamarquense de Ventanillas de Otuzco (Cajamarca) e a cidadela chachapoyana de Kuélao (Amazonas).

-Horizonte Final ( 1.400 d.c.- 1.532 d.c.): É o período do predomínio dos incas, originários de Cusco, que construíram um regime do tipo imperial sobre todo o mundo andino. Os monumentos arquitetônicos de Cusco são os principais testemunhos desta cultura. Termina, no ano de 1532, com a conquista espanhola.

-O nascimento do Estado Peruano
Entre 1532 e 1821, desenvolveu-se o período colonial, que deixou magníficas obras de arte: a pintura da chamada Escola Cusquenha, a arquitetura do convento de Santo Domingo (construído sobre o antigo templo inca do Koricancha-Cusco) e do convento de Santa Catalina (Arequipa). Em 28 de julho de 1821, proclamou-se a independência , que se consolidou, em 9 de dezembro de 1824 com a vitória da batalha de Ayacucho.

Peru atual
Os principais anos do século XX foram marcados por uma longa ditadura civil, comandada por Augusto B. Leguía. O projeto de modernizar o país e de criar obras para uma ¨Pátria Nova¨, endividou o estado, o qual não foi capaz de enfrentar a Crise de 1929. Também foi uma temporada de abundante criação intelectual, simbolizada pelo fundador do APRA, Víctor Raúl Haya de la Torre e por José Carlos Mariategui, criador do pensamento socialista peruano e referência do trabalho intelectual e artístico no país, durante sua curta vida.

Após a queda de Leguía, ressurgiu o militarismo que, ao parecer, tinha chegado ao fim com os governos de Prado, em 1939, e Bustamante e Rivero, em 1945; contudo, em 1948, surgiu um novo governo militar com Manuel A. Odría na liderança. Durante oito anos, as grandes obras públicas se misturaram com uma dura repressão política.

O Peru, no seu empenho em estabelecer uma relação harmoniosa com os países vizinhos, superou qualquer conflito fronteiriço. As condições de navegação do rio Amazonas motivaram acordos com o Brasil, até que, em 1909, terminaram as demarcações das fronteiras entre os dois países. Após uma longa discussão, o tratado fronteiriço com a Colômbia foi aprovado pelo congresso, em 1927, e foi concedido aos colombianos a saída pelo Amazonas. Em 1929, depois das disputas territoriais com o Chile, resultado do enfrentamento bélico, a vontade de reatar as relações fez com que fosse assinado o tratado pelo qual Tacna voltou a pertencer ao Peru.

A demarcação territorial com a Bolívia ficou definida de comum acordo, em 1932. Finalmente, depois de vários conflitos bélicos e controvérsias diplomáticas com o Equador, o Peru conseguiu fazer prevalecer o ¨Protocolo de paz, amizade e limites¨, em 1999. Este foi assinado, em 1942, fechando o último capítulo da disputa territorial na cordilheira do Cóndor, e reforçando a amizade com o Equador.

Em 1968, as Forças Armadas, com um golpe de estado, derrubaram o então Presidente da República, Fernando Balaúnde. Os primeiros anos desta ditadura militar fizeram com que esta se diferenciasse das outras ditaduras latino-americanas contemporâneas por sua ideologia socialista. Encabeçada pelo general Juan Velasco, propôs uma política de expansão estatal que deveria solucionar os grandes problemas que empobreciam o país. Com este propósito, estatizou o petróleo, os meios de comunicação e realizou uma reforma agrária. Foi sucedido por Francisco Morales Bermúdez, que pressionado pelo povo, convocou uma Assembléia Constituinte.

No ano de 1980, Belaúnde foi eleito novamente, mas a crise pela qual passavam as classes mais pobres do país motivou o nascimento de movimentos subversivos, que, por dez anos, sacudiram o Peru com sua violência. Após o governo de Alan García (1985-1990), o presidente Alberto Fujimori, eleito em 1990, fechou o congresso, em 1992, e decretou um Estado de Emergência. Depois da sua segunda reeleição, no ano de 2000, o apelo popular exigiu novas eleições, e, para tal, foi estabelecido o governo de transição democrático do presidente Valentín Paniagua. Em julho de 2001 o Dr. Alejandro Toledo Manrique assumiu como Presidente Constitucional da República.

 

CULTURA E TRADIÇÕES DO PERU

TEMPO DE FESTA

O Peru é um país que dança e canta suas alegrias e tristezas com extraordinário colorido, grande riqueza e variedade de alegorias. Chegam a ser 3.000 as que formam o calendário anual de festas de todas as regiões do país. A grande variedade de elementos e componentes das festas no Peru, é gerado por “todas las sangres” (todas as raças) e “todos los paisajes” (todas as paisagens): pela grande variedade de origens étnicas e culturais, que compõem a estrutura social do nosso país e porque esta característica heterogênea se fixa e evolui em um vasto e variado cenário geográfico de climas e contrastes extremos.

É notável o sincretismo religioso que ainda se vive atualmente na festa do Inti Raymi, no “Q´oyllur Ritti”ou na procissão do “Señor de los Milagros”, festas ancestrais no que se refere ao seu conteúdo e simbolismo.

O espírito andino inventou uma maneira de conservar e adaptar seu ritos, festas e cerimônias, face aos novos tempos ocidentais. É assim na festa pagã da fertilidade, que se celebra a cada ano, durante o equinócio de inverno, o “Inti raymi”, sincretiza-se com a celebração do Corpus Christi. O culto à estrela do gelo, à água e à montanha, “Q´oyllur Ritti”, é convertido em uma peregrinação à montanha e à cruz do Senhor Jesus Cristo. O “Señor de los Milagros”, o cristo de Pachacamilla, é o próprio culto de Pachacamac: o Deus eterno e universal, que deu origem ao mundo, guardião do universo e dono supremo das forças da Natureza e da escuridão.

O carnaval, que se realiza nos meses de fevereiro ou março, na cidade de Cajamarca, convoca centenas de grupos e foliões que, vindos de diversos lugares da região, desfilam pelas ruas e praças da cidade entre piratas, festas de máscaras, noite das rainhas e as chamadas “umshas” ou “cortamonte”. O espírito festivo é acompanhado por coplas, cantadas e improvisadas pelos “decidores”; pratos típicos; bebidas, como o vinho de Cascas; frutas, como a lima e a laranja de Coyna, frutas do conde de Cunish; “guitarras” de Namora e “sombreros” de Celendín, completam os apetrechos desta festa.

A “Virgen de La Candelaria” é uma das celebrações mais importantes do calendário religioso do país. É festejada na cidade de Puno, com especial ênfase no mês de fevereiro. A multidão de participantes chega de diversas cidades da região, com suas chamativas roupas coloridas, para aclamar a “Mamita Cande”. Mais de 60 grupos de bailarinos competem em bailes tradicionais, sendo que alguns deles começam a desaparecer, como os “kajelos”,”sicuris”e “chacalladas”. Igualmente colorida, “La Diablada ”, dança que ganha destaque entre as demais por ter o diabo como personagem, com sua máscara e chifres, representa a associação entre “Anchancho”, antigo deus das minas, e o diabo da nossa cultura cristã.

O Corpus Christi, em Cusco, celebra-se há mais de 450 anos, entre os meses de maio e junho, sessenta dias após a Páscoa. O dia mais importante é comemorado com a grande procissão do Santo Sacramento, ao redor da Praça Mayor, na qual seguem quatorze santos que saem da catedral que, no dia anterior, chegaram de diversas paróquias da cidade e de algumas cidades próximas. Ao redor da igreja e da praça, o ambiente é de muito som e cor. O “chiri uchu” e o “ají frío” são os pratos típicos consumidos durante a festa nas ruas.

A festa termina oito dias depois, com o regresso das imagens às sua paróquias de origem. Porém, as comemorações seguirão durante todo o ano, já que cada paróquia celebrará seu próprio Corpus Christi, em diferentes datas.

Na cidade de San Cristóbal de Huamanga –Ayacucho, a população comemora, em março ou abril de cada ano, a Semana Santa, rica em liturgia e devoção de ayacuchanos e fervorosos crentes, que chegam de vários lugares do país para assistir à Procissão do Cristo Ressuscitado, a mais impressionante de todas.

A multidão percorre as ruas da cidade, cantando e rezando, as velas que decoram os andores, o incenso e o recolhimento dos fiéis trazem grande emoção a quem tiver o privilégio de assistir esta comemoração.

Lima celebra a “Procesión del Señor de los Milagros”, no mês de outubro. O centro histórico é invadido por uma grande quantidade de devotos, vestidos de cor violeta, a da penitência, para acompanhar a procissão do “Cristo Moreno” e da “Virgen de las Nubes”, que o acompanha. A tela que sai na procissão é a réplica de um mural pintado por um escravo negro, aproximadamente, em 1650. Quando um terremoto assolou a cidade, ao remover os entulhos, descobriu-se um muro que estava intacto com a pintura, este fato foi atribuído a um milagre. Desde então, a imagem ficou conhecida como “Señor de los Milagros”.
As ruas que estão ao redor da Praça Mayor são decoradas com espetaculares tapetes de flores. A multidão que acompanha a procissão canta e reza, e o aroma do incenso se mistura com as comidas típicas, como os “anticuchos” e o doce “Turrón de Doña Pepa”. Juntam-se, também, fogos de artifício, que prolongam a festa até o anoitecer.

Sejam religiosas, cívicas ou comemorativas, as festas estarão sempre presentes até nas cidades mais afastadas. A participação comprometida dos homens e mulheres da cada cidade marca o início do período de festa, no qual se vive com grande intensidade e fervor, marcados pela música, bailes e comida. A festa é de todos e para todos. Seria uma tarefa impossível relatar todas as comemorações ou descrever cada uma delas; pois são tantas as cores, sons e aromas, que o mais indicado seria vivenciar cada uma delas pessoalmente.

 

CALENDÁRIO DE FESTAS

JULHO
15 e 16 - Virgen del Carmen (Cusco)
24 a 31 - Feira Fongal Cajamarca (Cajamarca)
24 a 31 - Festival e 146º Aniversário da Chegada dos Colonos Austro-Alemães (Pasco-Oxapamapa)
26 a 30 - Yawar Festa (Apurímac)
28 e 29 - Festas Nacionais (Todo o País)
de 30 a 6 de agosto - Feira internacional (Cajamarca)

MÃOS QUE FALAM

Os antigos peruanos aproveitaram racionalmente os recursos que a Natureza oferecia, proporcionando o surgimento de um vasto conjunto de expressões artísticas, que hoje são patrimônio nacional, e cujas técnicas tradicionais, sabiamente conservadas, podem ser encontradas e admiradas. Essa é a origem da arte popular do Peru, que, com o tempo, foi enriquecendo através de sua própria dinâmica e acrescida de contribuições de outras culturas.

Os Têxteis
A tradição de tecer é ancestral, no Peru. Bastaria sinalizar as delicadas “gasas” (gazes) de Chanclay, os belos mantos de Paracas, o fino “uncu” (vestido) inca. Atualmente, esta tradição é vital em todo o país e, como há pelo menos uns 3.000 anos, segue utilizando as fibras de lã de lhama e vicunha, e o algodão, como matéria-prima dos tecidos. Posteriormente, o uso da lã de ovelha e, atualmente, a fibra sintética foram incorporados ao tecido peruano, como também as tintas industriais; porém, sem deixar de usar algumas tintas naturais. Tece-se em teares verticais, horizontais e de pedal. É principalmente uma atividade feminina, mas não exclusiva, como no caso dos tecedores da ilha de Taquile, no lago Titicaca.

Os departamentos de maior produção têxtil são: Ayacucho, que se destaca pela sua tapeçaria; Cusco, com mantas, chompas, “chullus” (gorros com orelheira) “chumpis”(faixas); Puno, com seu tecidos de ponto; Apurímc e Junín, com mantas e tapeçaria, e Lima, com tecidos de linha e fios de algodão.

O Ouro e a Prata feito Filigrana
A abundância de minerais e pedras semi-preciosas, em território peruano, tornou possível o desenvolvimento da arte dos ourives, desde a antiguidade. Esta herança cultural, da qual se conservam técnicas e modelos, tem servido aos artesões de hoje para elaborar delicadas jóias, peças esculturais e utensílios.

Uma das técnicas famosas, no trabalho artesanal do ouro e da prata, é a da filigrana, pela qual estes metais são afinados às suas mínimas proporções para produzir fios, com a finalidade de fabricar jóias de notável beleza. O centro de produção mais importante desta arte é a cidade de Catacaos (Piura), na costa norte do Peru, onde o ouro que vem em barras de 18 quilates são diluídas em prata até chegar a 14 quilates, então, é laminado em velhos moldes, finalmente transformando-se em fios que vão formar o encaixe barroco das “dormilonas”, as campainhas de enfeites de brincos, as pequenas piñas das cruzes e os finos colares.

Cerâmica
Muitas cidades do Peru tem grande tradição ceramista. Ayacucho, com a cerâmica de Quinua, possui formas simples e de grande força expressiva. A que procede de Cusco conservou técnicas ancestrais e desenhos coloniais. Os ceramistas da etnia Shipibo, na Amazônia, com desenhos geométricos pintados nos vasos, representam sua visão do mundo. Estes são exemplos da enorme riqueza e variedade desta arte, em todas as regiões do país. Umas das figuras mais difundidas da cerâmica peruana é o Toro de Pucará, proveniente de Puno. Não é um objeto de decoração como pode pensar o comprador. É uma vasilha usada no ritual da famosa marcação do gado, no qual o sacerdote da religião tradicional andina deposita as entranhas depois de fazer a oferenda à terra e aos “manantes del ande” (senhores dos Andes), pedindo que se multipliquem os rebanhos.

Este objeto ritual é modelado a mão, sem usar moldes e usando somente dois objetos mecânicos: uma chave fina e oca para marcar os olhos e um pequeno molde para fazer adornos circulares. A queima se realiza em fornos que se formam colocando uma capa de palmeira em cima dos objetos, logo outra capa de combustível, alternando com as peças que vão queimar.

Os tourinhos são feitos nas comunidades ceramistas de Santiago de Pupuja, Calapuja e Calacoto, no altiplano peruano. São chamados de Toros de Pucará por ser esta cidade vizinha às outras, onde eram comercializados, até o anos 90 do século passado.

Nos Andes do sul, estes touros continuam sendo usados como objetos de adoração, entratanto, atualmente, já são usados como objetos artísticos e decorativos. Ao seu lado, outros touros peruanos formam um belo grupo: o “torito de Cajamrca” de chifres afiados; o de Ancash, reluzente como uma porcelana; o rechonchudo e barrigudo touro de Quinua, em Ayacucho, fazem que os touros, que chegaram espanhóis, se tornassem andinos.

Imaginería
Legado cultural desde os tempos coloniais, a “imaginería” inseriu criatividade, colorido e riqueza expressiva em inúmeros objetos de culto e de devoção. As virgens e santos de pescoço comprido, inspiração da família Mendívil, os “Niños Manuelitos” do artista Olave, na cidade de Cusco, os “nascimentos” de Quinua e as igrejas ayacuchanas, são uma pequena amostra de um mundo de fantasia. Foram criados deuses pré-hispânicos ,como o “ekeko”, que tem origem em Collao (Puno), e é um amuleto da abundância, que se encontra em qualquer feira popular andina. Também se conservaram materiais e técnicas usadas a partir do século XVII. A tela com cola, para fabricar as vestimentas dos santos , o “maguey”, e a fibra natural para montar as estruturas das imagens fazem parte desta tradição, que também se alimenta da modernidade no uso de novos materiais e formas de expressão.

Um exemplo da importância da imaginería nas artes populares peruanas é o retablo, que é uma arte dos Andes, especificamente da região de Ayacucho, onde nasceu com o nome de “Cajón de Sanmarcos” por volta do século XIX. Também são conhecidos como “retablos”. Seus antecedentes remontam aos longínquos retablos da arte religiosa e popular européia, especialmente hispânica, como as Capelas de Santero, altares portáteis e outros similares. Complexos processos de aculturação fazem com que estas Caixas de Imaginero de uso doméstico e ambulatório durante a época da colônia, se transformem, no século XIX, em objetos de uso ritual e propício nas cerimônias de marcação do gado dos pastores andinos. Estas caixas de madeira, contém uma série de imagens, santos e animais, colocados em dois ou três níveis. Mostram personagens populares se a cena é “Costumbrista”; são feitos de gesso policromado e, em conjunto, transmitem todo um mundo ideológico do povo dos Andes.

 

Ainda que se conserve a produção tradicional do “sanmarco”, se chamam “retablos” aqueles que incorporam uma nova temática, que inclui corridas de touros, festas tradicionais, brigas de galos e cenas da vida rural. Sua função está determinada por uma nova clientela como também pelo tema representado. Desaparece, desta maneira, o sentido ritual e mágico. O novo “retablo” será admirado pelo seu valor estético e ornamental, sendo ainda um transmissor de tradições e costumes.