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Obrigação de vencer
por Waldermar Iglesias, jornalista do jornal
Clarín, de Buenos Aires (ARG)
A vitória sobre o México, na Copa
América de 1993, adquire agora um valor maior
do que teve então: essa temporada foi a última
de uma grande seleção argentina. As vitórias
dos juvenis (campeão mundial do Sub 20, em 1995,
1997 e 2000), no Sub 23 (o recente título Pré-olímpico)
e nas Eliminatórias, não disfarçam
a falta de glórias relevantes. Por isso, pressionados
por esta necessidade, a participação da
Argentina na Copa América do Peru torna-se um
evento de destaque dentro de um 2004 decisivo para a
seleção de Marcelo Bielsa.
A Argentina chega na Copa América como candidato
indiscutível a seu primeiro título em
11 anos. Apesar das dificuldades no período das
convocações, a equipe argentina conta
com muitas figuras de destaque nas ligas mais importantes
do mundo (Walter Samuel, Roberto Ayala, Javier Zanetti,
Pablo Aimar, Andrés D'Alessandro e Hermán
Crespo são apenas alguns exemplos óbvios);
vários jovens que jogam na liga local que já
mostraram condições excepcionais (Nicolás
Burdisso, Clemente Rodríguez, Carlos Tevez, Luis
González e Fernando Cavenaghi, entre outros);
e um grupo, que após o fracasso no Mundial de
2002, está voltando a se afirmar. A Argentina,
o maior campeão do torneio junto com o Uruguai,
chega ainda com uma obrigação: vencer
e convencer que aquilo que ocorreu no Oriente foi uma
soma de circunstâncias desfavoráveis combinadas.
Se não surgirem imprevistos de última
hora com os clubes da Europa, a Argentina chegará,
em Chiclayo, com sua equipe de ouro e com o pensamento
de sempre: ambição e vocação
ofensiva. Com Bielsa como treinador, a Argentina só
participou da Copa América de 1999 com uma equipe
alternativa e foi eliminada nas quartas-de-final. Em
2001, numa polêmica decisão da AFA, a seleção
não viajou para a Copa da Colômbia "por
motivos de segurança". A comissão
técnica, encabeçado por Bielsa, sabe que
o grupo inicial não será fácil:
em Chiclayo e Piura, a Argentina enfrentará no
Grupo B, o Equador (em 7 de julho), o México
(dia 10) e o Uruguai (dia 13). A vitória apertada
sobre o Equador, em março (1-0, em Buenos Aires)
nas eliminatórias apenas confirmou as dificuldades
que a equipe azul e branca terá que enfrentar
desde o começo do campeonato.
De todos os modos, a equipe confia na possibilidade
de consagração. Ela sabe que tem motivo
para se sentir entusiasmada.
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