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Para melhorar a imagem
por Ernesto Murillo, jornalista do jornal La
Razón, de La Paz (BOL)
Tentar a sorte e melhorar a imagem do futebol boliviano.
Este parece ser o plano traçado pelos dirigentes
do futebol boliviano para a próxima Copa América
que será disputada nos campos do Peru. A Bolívia
nunca foi bem neste torneio, exceto nas ocasiões
em que sediou o evento. Foi campeã invicta em
1963, considerada a grande epopéia do futebol
boliviano, e foi vice-campeã em 1997 quando perdeu
a final de 1-3 para o Brasil, após ter dominado
o pentacampeão no jogo.
As outras participações foram insignificantes,
as viagens foram só para cumprir uma agenda de
convites e a equipe nunca se destacou quando jogou fora
de La Paz. A equipe boliviana, que anda por baixo nas
eliminatórias da Copa do Mundo, conta com seus
jogadores mais experientes para enfrentar essa empreitada.
Julio César Baldivieso e Juan Manuel Peña
são os remanescentes daquela equipe de 1994 que
disputou o Mundial dos Estados Unidos.
Bolívar, o time mais tradicional do futebol boliviano
é a base da seleção, mas acaba
de atravessar uma crise disciplinar que obrigou os dirigentes
a abrirem mão dos serviços de quatro de
seus titulares: Marco Etcheverry, José Alfredo
Castilho, José Carlo Fernandez e Percy Colque.
E justamente os três últimos são
jogadores habituais da seleção.
A falta de renovação, a falta de trabalho
nas divisões inferiores e a falta de políticas
de incentivo ao futebol jogaram a Bolívia para
o último o lugar no quadro sul-americano. Gatty
Ribeiro e Daner Pachi aparecem como as grandes promessas,
ambos de aspecto franzino, mas hábeis e velozes.
Para enfrentar esse torneio, o técnico se verá
obrigado a recorrer aos experientes Oscar Sanchez e
Juan Manuel Penha para reforçar a sua defesa,
porém a fragilidade está no meio de campo
onde não surgiram novos valores. No ataque será
preciso apelar para Joaquim Botero, que joga no México
onde é reserva do Los Pumas, mas ainda falta
decidir sobre o seu parceiro, porque nenhum dos atacantes
tem a experiência que ele tem, exceto Miguel Mercado,
o artilheiro da Bolívia.
A falta de jogos amistosos, de experiência internacional
e de um plano de trabalho só permitem a expectativa
de uma participação pouco animadora neste
torneio. O técnico e os jogadores continuam apostando
nas eliminatórias, por isso não falam
ainda na Copa América, que parece estar muito
longe na agenda.
A Liga Profissional, que é a entidade que organiza
o torneio profissional no país, não tem
um espaço que permita a preparação
da seleção e calcula-se que a equipe terá
um período de preparação de, no
máximo, duas semanas.
A dois meses deste evento o jornalista poderia arriscar
esta escalação da equipe base: Sergio
Galarza, Gatty Ribeiro, Juan Manuel Peña, Oscar
Sánchez, Juan Carlos Sánchez e Daner Pachi,
Raúls Justiniano, Carmelo Angulo, Julio César
Baldivieso e Limberg Gutiérrez; Joaquín
Otero e Miguel Mercado.
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