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Em busca do tempo perdido
por Rodolfo Rodrigues, jornalista da Traffic
Marketing Esportivo,
de São Paulo (BRA)
Após amargar um jejum de 40 anos na Copa América
(de 1949 a 1989), o Brasil parece ter acordado para
a competição. Campeão fora de casa
pela primeira vez em 1997, na Bolívia, mais de
80 anos depois da primeira edição, a Seleção
Brasileira voltou a repetir o feito em 1999, conquistando
seu sexto título, no Paraguai.
Em 2004, na Copa América do Peru, o Brasil tem
a chance de diminuir ainda mais a incômoda diferença
de títulos que tem perante aos rivais Argentina
e Uruguai, que já ganharam 14 Copas. Se depender
do talento dos jogadores que vêm se destacando
pelo mundo afora, a Seleção Brasileira
dificilmente deixará escapar o sétimo
título sul-americano. Entre as grandes esperanças
dos brasileiros figuram os craques da Liga Espanhola,
como Ronaldo e Roberto Carlos, do Real Madrid, e Ronaldinho
Gaúcho, do Barcelona, além dos recém-campeões
italianos, Dida, Cafu e Kaká, todos do Milan.
Há ainda os meio-campistas que atuam no futebol
inglês, como Gilberto Silva e Edu, do Arsenal,
e Kléberson, do Manchester United, e os "alemães"
Lúcio (Bayer Leverkusen) e Zé Roberto
(Bayern Munique).
Dessa legião de craques, no entanto, alguns
poderão não estar no Peru, durante a Copa
América. Segundo o técnico Carlos Alberto
Parreira, o excesso de jogos que esses jogadores tiveram
na temporada pode ser determinante para algumas ausências
na competição sul-americana. Mas independentemente
da presença dos atletas que jogam na Europa,
o Brasil já se prepara com a safra de craques
que atuam em casa. Para isso, Parreira poderá
contar com jogadores como o goleiro Marcos, campeão
mundial em 2002, o volante Renato, do Santos, o meia
Felipe, do Flamengo, e o goleador Luis Fabiano, do São
Paulo, maior artilheiro do país em 2003.
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