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Costa Rica anhela jugar su mejor Copa América
por Gregory Villalobos, jornalista esportivo
de San José (CRC)
A seleção da Costa Rica foi uma das grandes
revelações da temporada anterior da Copa
América, graças, em grande parte, à
inesquecível atuação do atacante
Paulo Wanchope. Três anos depois, a equipe número
um da América Central retorna ao evento máximo
do futebol continental com o objetivo de demonstrar
que o bom nível exibido nos jogos da Colômbia
2001 não foi obra do acaso.
"Acreditamos realmente que faremos um papel bonito,
passando para a rodada seguinte e, queira Deus, indo
o mais longe possível. Melhorar o desempenho
que tivemos na última Copa América",
disse Luis Marín, capitão do time e titular
nas quatro partidas disputadas naquele campeonato. "Queremos
que o futebol da Costa Rica continue crescendo, exibindo
um nível melhor e apresentando melhores resultados
no exterior. São esses os nossos propósitos
e metas", acrescentou o zagueiro de 29 anos, cujo
time integra atualmente o Top-20 da FIFA.
Alcançar essas metas não será nada
fácil, já que no Grupo C, três difíceis
obstáculos sul-americanos o aguardam: Brasil,
Paraguai e Chile. Enfrentar os campeões mundiais
não é uma coisa nova para a equipe centro-americana,
que teve como adversário o time brasileiro na
Copa América de 1997 (derrota de 0-5) e em suas
únicas duas apresentações em Copas
do Mundo (derrotas de 0-1 na Itália, em 1990,
e de 2-5 na Coréia/Japão em 2002).
"Na Copa do Mundo, jogamos contra o Brasil uma
partida de igual para igual, que para muitos foi uma
goleada, mas que para nós foi uma grande satisfação,
porque em nenhum momento nós recuamos. A equipe
cresceu em termos futebolísticos e perdeu o medo
de enfrentar os adversários considerados os melhores.
Nossos jogadores têm muitas horas de futebol e
fomos crescendo tanto mental quanto futebolisticamente",
afirmou o volante Walter Centero, que na temporada de
2003, marcou gols contra o Real Madri e o Roma, defendendo
as cores do AEK da Grécia, na Liga dos Campeões
da Europa.
Aconteça o que acontecer diante do Brasil, o
mais provável é que a passagem para a
segunda rodada seja definida pelo seu desempenho diante
do Paraguai e do Chile, duas equipes que mostraram um
bom ritmo nas eliminatórias para o Mundial da
Alemanha em 2006. "Jogamos contra o Paraguai e
o Chile no passado e tivemos bons resultados. Sinto
que podemos chegar longe no torneio e que tudo dependerá
da convicção do time", comentou Try
Benneth, um lateral que fez uma grande temporada no
popular Deportivo Saprissa.
Apesar de ter sua atuação limitada nos
últimos meses, por conta de diferentes lesões,
Paulo Wanchope foi confirmado na lista final de convocação
pelo técnico Steve Sampson. O atacante do Manchester
City, da Liga da Inglaterra, peça fundamental
no sucesso que os rapazes tiveram nos últimos
anos, estará rodeado de talentos, como o zagueiro
Gilberto Martínez, titular incontestável
do Brescia da Itália, durante as duas últimas
temporadas. A atenção do mundo do futebol
talvez também recaia sobre o atacante Froylán
Ledezma, que aos 26 anos, superou um longo período
de inatividade e viu o seu futebol renascer.
Uma das prioridades da equipe costarriquenha é
aproveitar o torneio para acumular horas de futebol
que lhe permitam entrar no ritmo adequado para as eliminatórias
mundiais da área da CONCACAF, que acabam de começar.
"Nós precisamos tirar proveito disso visando
as eliminatórias, mas sem deixar de fazer um
papel bonito. Nossa prioridade é estar no Mundial
da Alemanha e os jogos da Copa América nos ajudarão
muito nesse processo. Esses jogos nos permitirão
crescer como equipe", garantiu Centeno.
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