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A Copa onde o Equador quer ser protagonista
por Martha Córdova Avilés, jornalista do Diario
Hoy, de Quito (EQU)
O Equador vai participar da Copa América no Peru
depois de superar o inconveniente da hospedagem compartilhada
com a Argentina
Sob o comando do jogador colombiano Hernán
Dario "Bolillo" Gómez, o Equador jogará
no grupo considerado "grupo da morte" contra
o Uruguai, Argentina e México, num cenário
diferente do de três anos atrás, quando
chegou na Colômbia em 2001 como um dos favoritos.
Estava então em terceiro lugar na eliminatória
da Copa do Mundo na Coréia e Japão 2002
e para chegar nesta posição venceu o Chile,
Venezuela, Paraguai, Peru e o Brasil, numa seqüência
de partidas.
Hoje o cenário é diferente. O Equador
segue em oitavo lugar na tabela geral para a Copa do
Mundo da Alemanha em 2006 e, apesar do seu time apresentar
um futebol mais consistente, os resultados não
aparecem. Venceu somente da Venezuela (2-0) e perdeu
do Brasil, Paraguai e Argentina, enquanto empatou de
zero a zero em casa com o Peru.
Na formação da equipe para a Copa América,
"Bolillo" Gómez analisou vários
aspectos contra e a favor de vários jogadores
que fazem parte do seu esquema tático. Isto se
deve à participação da equipe na
Copa Libertadores da América da Liga Deportiva
Universitária, campeã do futebol equatoriano,
que é a base do quadro nacional.
Vários jogadores chegam ao Peru 2004 com 40 jogos
disputados pelo torneio local, a Copa Libertadores e
as eliminatórias. Para equilibrar esse desempenho,
"Bolillo" recorreu à seleção
Sub 23, que no pré-olímpico do Chile,
realizado em janeiro passado, provocou grande surpresa.
Há três anos, o jogador nacional priorizou
a preparação do combinado tricolor para
as eliminatórias da Copa do Mundo. Desta vez,
a equipe de jogadores precisa de ritmo de jogo, especialmente
os atacantes, pois a ausência de gols na eliminatória
se converteu no tendão de Aquiles do Equador.
Agustín Delgado está se recuperando de
duas operações consecutivas e Iván
Kaviedes não jogou em um time fixo no ano passado,
e somente nesta temporada conseguiu melhorar seu rendimento
em Barcelona. Carlos Tenório não conseguiu
se equiparar em desempenho como goleador aos considerados
titulares.
A melhor colocação da seleção
equatoriana na Copa América foi em 1993 quando
organizou este torneio. Ficou em quarto lugar depois
de superar os EUA, a Venezuela e o Uruguai na primeira
rodada, o Paraguai nas oitavas de final, perder para
o México nas quartas de final e disputar com
a Colômbia a medalha de bronze.
Hernán Dario "Bolillo" Gomez, que chegou
ao Equador em agosto de 1999, segue um esquema tático
muito conhecido no nível internacional, 4-4-2
com variantes a 4-5-1 ou 4-4-1-1.
Os titulares do Equador são o goleiro Francisco
Cevallos; os zagueiros Ulises de la Cruz, Ivan Hurtado,
Giovanni Espinoza e Neicer Reasco; no meio de campo
se dividem Alfonso Obregon, Edwin Tenório, Alex
Aguinaga e Edison Mendez; enquanto no ataque estão
Tin Delgado e Kaviedes.
Na reserva estão o goleiro Jacinto Espinoza,
da LDU; Cleber Chalá e Marlon Ayoví, do
D. Quito; Angel Fernández e Ebelio Ordóñez
do El Nacional; Ficson George do Barcelona.
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