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Um convidado sempre protagonista
por Alejandro Asmitia V., jornalista do El Universal,
da
Cidade do México (MEX)
Com uma boa nota, poderíamos classificar o desempenho
da seleção mexicana na história
da Copa América, pois desde que a equipe tricolor
iniciou sua participação na mais importante
competição continental entre nações,
sempre deu o que falar.
Apesar disso, o início não foi nada promissor,
já que o time, então treinado pelo Miguel
Mejía Barón, viu as duas caras da moeda
na primeira fase, na Copa América do Equador
1993. Começando com uma polêmica derrota
diante da Colômbia, com um gol que nunca se soube
ao certo se cruzou a linha do gol, para depois viver
o êxtase no jogo contra a Argentina, que foi dominada
do princípio ao fim, mas que acabou em empate.
Finalmente, após um empate com a Bolívia,
classificou-se em terceiro no grupo passando para a
seguinte fase.
Foi nesta fase que mostrou o melhor futebol do time
que tinha em seu elenco: Hugo Sánchez, David
Patiño, Benjamín Galindo, Alberto García
Aspe, Zague, Jorge Campos e Claudio Suárez, entre
outros. Goleou o Peru por 4-2, para depois passar pelo
anfitrião Equador, com uma contundente vitória
de 2-0. Já na final, um novo jogo com a Argentina
representou um obstáculo difícil, o qual
não foi possível de superar, tendo a equipe
"verde" que se conformar com o vice-campeonato.
Dois anos depois, o México, viveu no Uruguai,
aquela que foi sua experiência mais amarga na
série de campeonatos disputados, ao ser eliminado
nas quartas-de-final, jogando com os Estados Unidos,
através de pênaltis, o que gerou a demissão
do treinador Mejía Baron.
Os bons tempos voltariam na Bolívia, em 1997,
quando o Tricolor surpreendeu a todos, naquele inesquecível
jogo de Luis Hernández contra o Brasil, no qual
começou ganhando por 2-0, com gols do "Matador",
mas que, no final, acabou com a derrota para os campeões
do mundo(2-3).
A equipe "verde", então dirigida pelo
Bora Milutinovic, passou para a segunda fase e teve
de se conformar com o terceiro lugar, depois de ter
enfrentado e vencido os anfitriões da casa, por
um contundente 3-1, e com uma polêmica arbitragem
do paraguaio Epifanio González.
No Paraguai, em 1999, mais uma vez a seleção
mexicana foi um dos candidatos mais fortes ao título,
e somente o Brasil evitou que eles chegassem à
final. Mais uma vez, o time comandado por Manuel Lapuente
teve de se conformar com o terceiro lugar, após
derrotar o Chile. Naquele time, destacaram-se Gerardo
Torrado, Francisco Palencia, Luis Hernández e
Miguel Zepeda.
Agora, na competição do Peru em 2004,
a equipe mexicana chega como vice-campeã continental,
pois vale lembrar que na, Colômbia 2001, conquistou
o segundo lugar depois de perder para o time anfitrião.
O que podemos destacar dessa seleção comandada
por Javier Aguirre, atual técnico do Osasuna
na Espanha, é a vitória na primeira fase
sobre o Brasil por 1-0, com o gol de Jared Borgetti,
além do fato de que esse time, o mesmo que agora
será comandado por Ricardo La Volpe, tinha o
foco nas eliminatórias da Copa do Mundo, o que
deu ainda maior valor ao vice-campeonato.
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