|
Nova cara, mas com experiência
por Gabriel Casenave, jornalista do Diario ABC
Color, de Assunção (PAR)
O Paraguai iniciou um longo caminho até Alemanha
2006 com um time que, necessariamente, até o
final dos três anos de competição,
sofrerá modificações, devido a
um motivo natural e lógico, que é o peso
dos anos e a avançada idade de vários
de seus principais jogadores.
Não é possível pré-determinar
o limite de vida útil de um atleta, mas hoje
em dia, jogadores vitais na estrutura paraguaia, tais
como Carlos Gamarra, Francisco Arce, Jorge Campos, Guido
Alvarenga e José Cardozo, já atingem os
33 anos e, mesmo com a ótima qualidade e profissionalismo
que possuem, podem chegar ao Mundial em boas condições,
mas precisam de períodos de descanso.
Por conta disso, é muito provável que
esses nomes emblemáticos da seleção
paraguaia no figurem no Peru durante a Copa América.
Essa será a época da geração
intermediária, aquela que vem chegando, à
procura de maiores oportunidades, se comparadas àquelas
obtidas até hoje, devido à justificada
preferência que seus históricos têm
recebido, com a experiência indiscutível
de dois Mundiais.
Nessa segunda linha, existem jogadores que hoje são
figuras relevantes nos gramados onde eles atuam. Só
para citar alguns nomes, entre eles aparecem o atual
artilheiro da liga mexicana, Salvador Cabañas
(Chiapas), os zagueiros Paulo Da Silva (Toluca) e Darío
Verón (Pumas UNAM), também do futebol
mexicano.
O grupo poderia também estar integrado por Diego
Gavilán (Internacional de Porto Alegre), Delio
Toledo (Zaragoza da Espanha), Carlos Alberto Espínola
(LDU de Quito), Carlos Lugo (Cienciano do Peru), Nelson
Haedo Valdez (Werder Bremen da Alemanha), Edgar Barreto
(NEC Nimega da Holanda) e Nelson Cuevas (River Plate
da Argentina), todos eles destacando-se em importantes
ligas do mundo.
O técnico paraguaio Aníbal ''Maño''
Ruiz conta com eles para efetuar as respectivas substituições
no experiente time atual da seleção paraguaia.
Logo, a Copa América constituirá uma excelente
chance para que eles demonstrem que estão em
condições de assumir tamanho desafio.
Ao mesmo tempo, é preciso considerar a contribuição
''local'' do futebol paraguaio propriamente, onde devemos
destacar atletas tais como Osvaldo Díaz (Guaraní),
Fredy Bareiro (Libertad), Julio Dos Santos (Cerro Porteño),
Raúl Román (Tacuary), Julio César
Cáceres (Olimpia), entre outros e que vêm
ocupando lugares cada vez mais importantes.
O Paraguai mostrará, no Peru, uma nova cara,
mas não daquelas onde somente existe a vontade
nervosa e adolescente de ocupar espaços a qualquer
custo. Essa cara nova é diferente, porque mistura
juventude com experiência comprovada, dentro e
fora de casa, isto é, uma reserva de qualidade,
que só precisa de mais oportunidade para demonstrar
que eles encontram-se à altura daqueles que os
precedem nos dias de hoje.
|