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Pelo tricampeonato
por Wilder Buleje, jornalista do Diario El Comércio,
de Lima (PER)
O Peru conquistou a Copa América em duas ocasiões:
1939 e 1975.
A equipe liderada por Claudio Pizarro quer ganhar o
'tri' em casa.
O brilho prateado da Copa América iluminou
a comemoração de duas seleções
peruanas. O magnífico reflexo da vitória
premiou as atuações das combinações
branco e vermelho em 1939 e 1975.
A primeira conquista aconteceu em casa, sob o comando
do técnico inglês Jack Greenwell. No campeonato
de 1939, em Lima, Teodoro 'Lolo Fernández, símbolo
do Universitario de Deportes, brilhou e terminou como
artilheiro do campeonato sul-americano com sete gols.
No entanto, na final contra o Uruguai, Jorge Alcalde
se destacou. O 2-1 sobre os uruguaios foi selado com
dois gols do ex-jogador do Sport Boys de Callao, o grupo
de camisetas rosas do peruano Primer Puerto.
O gol de Cholo
O título de 1975 foi conquistado em Caracas (Venezuela)
contra os jogadores da Colômbia. Héctor
Chumpitaz na zaga, Teófilo Cubillas como volante
e Juan Carlos Oblitas na retaguarda, se destacaram de
forma muito nítida na equipe dirigida pelo estrategista
nacional Marcos Calderón, morto na tragédia
aérea de Alianza Lima em 1987.
No entanto, o toque de triunfo veio da Espanha. A magia
de 'Cholo' Hugo Sotil apareceu na final de Caracas e,
com um único gol em sua única aparição
no torneio, fez vibrar uma nação inteira.
O então jogador do Barcelona entrou para a história
com uma atuação inesquecível.
Pela sexta vez, o Peru organizará uma Copa América
e o brasileiro Paulo Autuori tem presente o desafio
do tricampeonato aspirado por todo o povo.
A primeira vez que o Peru foi sede de um campeonato
sul-americana foi em 1927. Voltou a ser sede em 1935,
1939, 1953 e 1957. Retorna depois de 47 anos, e a expectativa
é imensa.
Novos rostos
Os nomes mudaram. As novas gerações têm
símbolos brilhantes do futebol: Claudio Pizarro,
goleador do Bayern de Munique, na Alemanha, Andrés
Mendoza, artilheiro do Brujas da Bélgica, Nolberto
Solano, volante do Aston Villa da Inglaterra, Miguel
Rebosio do Zaragoza da Espanha, Roberto Palacios do
Morelia do México. Eles monopolizaram a atenção
das torcidas locais e o interesse dos simpatizantes
estrangeiros.
Juntaram-se a eles nomes de jogadores com futuro promissor
como Jefferson Farfán, atacante do Alianza Lima
e Juan Cominges, volante do Sporting Cristal, que vêm
alternando com ótimos jogadores como Jorge Soto,
Marko Ciurlizza, Juan Jayo, o goleiro Óscar Ibáñez,
entre outros.
Descentralização
A organização levará o campeonato
a sete cidades: Piura, Chiclayo e Trujillo no norte;
Lima no centro; Arequipa, Cuzco e Tacna no sul desfrutarão
de jogos de grande qualidade e transcendência.
A imensa geografia peruana receberá as doze seleções
que tomarão parte nesta festa do futebol. As
partidas serão disputadas ao nível do
mar em Piura, Chiclayo, Trujillo, Tacna e Lima. Em Arequipa
ficarão a uma altitude de 2.400 metros acima
do nível do mar e em Cusco a 3.600 metros acima
do nível do mar.
Audiência mundial
O espetáculo futebolístico terá
uma audiência de seis bilhões de telespectadores.
Número recorde para a Copa América. Os
olhos do mundo estarão fixos no torneio, nos
jogadores e nas amabilidades do país anfitrião.
As luzes do planeta futebol estarão concentradas
no Peru entre os dias 6 e 25 de julho. O brilho que
deverá gerar a boa organização
do campeonato iluminará os principais envolvidos.
No final a Copa América será o prêmio
e o brilho prateado do troféu sul-americano permanecerá
nos rostos de felicidade dos ganhadores.
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