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Para superar a si mesmo
por Kelvy Pirela, jornalista do Diario El Universal,
de Caracas (VEN)
Dessa vez para Venezuela será difícil,
assim como nas demais Copas. A diferença é
que, daquela "Gata Borralheira", cujo papel
a equipe Venezuelana sempre representou, ficou realmente
muito pouco. Os últimos anos foram de constante
aprendizado para o elenco da terra de Simón Bolívar
e o terreno tem sido fértil, tanto que o país
aproveitou os primeiros frutos, como por exemplo, as
atuações nas eliminatórias para
o Mundial da Alemanha 2006, que inclui vitórias
na casa dos adversários como Colômbia e
Uruguai, dois eternos rivais da equipe caribenha.
O objetivo com o qual o time dirigido pelo técnico
Richard Páez chega ao Peru não é
complicado, é simplesmente o de superar a si
mesmo.
A Venezuela somente obteve uma vitória na Copa
América, e isso aconteceu na sua primeira participação,
na competição de 1967 (3-0 sobre a Bolívia).
O mais próximo que ficou de passar para uma segunda
fase foi no ano de 1993, quando conseguiu dois empates
que a mantiveram na expectativa até o último
dia. Apesar de não ter ganho nenhum jogo, e de
não ter conseguido a classificação,
trouxe o troféu de artilheiro máximo da
competição, dado a José Luis Dolgetta
, uma espécie de prêmio de consolação.
É muito pesada a história que a "vinotinto"
leva sobre as costas, mas o bom momento em que vive
o time, somado aos recentes problemas enfrentados pela
Bolívia e Colômbia - que, junto com o Peru,
compõem o grupo da Venezuela - abre a possibilidade
de os onze titulares conseguirem algum triunfo e, por
que não, passar para a segunda fase.
Os mais recentes confrontos entre Venezuela e Bolívia,
nas Eliminatórias para a Copa da Alemanha 2006,
confirmam o bom momento que vivem os "vinotinto".
Ambos se traduziram em derrota para os rivais de La
Paz e Bogotá.
Personalidade e atitude definem o trabalho conjunto
de uma geração que aprendeu a ganhar e
que entra em campo pensando em derrotar os adversários,
e não para evitar goleadas. O trabalho psicológico,
feito pelo Dr. Carlos Saúl Rodríguez,
produziu resultados impressionantes em cada um dos jogadores
que veste a camisa, uma responsabilidade que, anos atrás,
eles se negavam a assumir.
O time joga junto há três, e o fato de
que nenhum dos jogadores pertence a um grande clube
permitiu ao treinador contar sempre com todas as suas
peças. Talvez não consiga ser campeão,
mas certamente jogará a melhor Copa América
da sua história.
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